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Hoje é dia

de depilar o saco

Pelo no saco, além de pelo, é pé também. Um pé no saco. Deus me livre. Para quê que cresce pelo nessa joça? O bagulho é frágil, frouxo, flácido, e dói para caralho. Ainda me nasce pelo, para ter que cortar na gilete. Olha, é lamentável. Ainda bem que tem gilete. Mas que é uma merda, é. Depilar esse amontoado de pele e músculo. Haja cautela.

Esses dias inventei de tentar na maquininha. Puta ideia de jerico. Furei o saco todo. Não deu 5 segundos para começar a sangrar. Eu nem sabia como saco sangrava. Acho que tem mais água que o normal. O sangue sai todo aguado. Esquisito. Ficou todo roxeado depois. Partezinha curiosa do corpo.

Já pensou ter que depilar isso na cera? Cê tá maluco. Admiro a coragem da mulher. Que sofrimento que deve ser. O que a gente não faz para transar, né? Coisa de doido. Ou de tarado. Mas faz sentido. Depilar o saco. Se fosse eu fazendo esse oral, não ia querer chupar saco peludo. Então eu depilo. Ninguém merece saco peludo.

Tira a roupa. Joga no cesto. Pega a toalha. E o Mach3. Enrola a toalha na cintura. Vai para o banheiro. Entra no box. Liga o chuveiro. Se molha. Abre a janela. Para não embaçar os óculos — embora não adiante. Ensaboa o saco. Pega a gilete.

Amanhã é dia de transar. Hoje é dia de depilar o saco.

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(Metido a) escritor. Ex-tímido. Engenheiro não praticante. Dizem que sou engraçado. Não gosto de alho.

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Pablo Andery

Pablo Andery

(Metido a) escritor. Ex-tímido. Engenheiro não praticante. Dizem que sou engraçado. Não gosto de alho.